A récita que vimos em diferido no sábado foi fabulosa, e a ópera
Siegfried, de Richard Wagner, é daquelas de que se pode dizer: quanto mais a vejo , mais gosto dela!
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E digo isto porque nela os mitos fluem, das Eddas, dos gregos e do xamanismo de muitas culturas e religiões. O encontro de Erda com Wotan-Wanderer, no terceiro ato, é um dos mais belos momentos da tetralogia... Um dos aspetos que me impressionaram nesta encenação de Lepage foi a capacidade que o encenador demonstrou relativamente a clarificar os meandros da ação das personagens, desvendando a magia profunda de Wotan e de Erda, as duas criaturas que forjam os destinos do mundo, e que teimam em querer alterá-lo a seu favor...
Odin - Arthur Rackham
Wotan- Wanderer (um fabuloso Bryn Terfel) ,
Siegfried, MET OPERA, encenação de Robert Lepage, 2011
Em baixo: Erda (Patricia Bardon num vestido deslumbrante...),
Siegfried, Met Opera, encenação de Robert Lepage, 2011
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