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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Heroínas DeMilleanas


A classe de Hedy Lamarr na sua interpretação de Dalila, em Sansão e Dalila (1949), de Cecil B. DeMille. Lamarr foi vestida por Edith Head. DeMille escolheu-a, disse ele, porque ela incorporava a essência da feminilidade para os padrões dos anos 50....

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Samson and Delilah, 1949, Cecil B. DeMille



Momentos de Sansão e Dalila. O cabelo já lhes cresceu, tanto a ela como a ele.
Adoro as excentricidades de DeMille...

DeMille, Victor Mature e Hedy Lamarr

Belíssimo poster de Samson and Delilah (1949), Cecil B. DeMille, com Hedy Lamarr e Victor Mature.

Há lá par mais emblemático no cinema? Claro que há, mas estes dois funcionaram muito bem na tela...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O «camp» em Sansão e Dalila

Victor Mature e Hedy Lamarr em Sansão e Dalila

Hoje, em tolerância de ponto, dedico um bocadinho do meu tempo a DeMille e volto ao genial filme de 1949, Sansão e Dalila. O sucesso de Sansão e Dalila foi retumbante na sua época e as principais produtoras colocaram logo nos seus calendários a produção de um filme bíblico . O filme marcava a irrupção de símbolos corporais tão fortes que o papel e o visual de Victor Mature se constituiu como referente longínquo de todo um género de filmes que fizeram sucesso décadas mais tarde: as séries Rambo e as séries dos super-heróis, nos anos 70 e 80 filiam-se em boa parte em Sansão e Dalila. Não é excessivo afirmar que o desempenho de Mature em Sansão e Dalila o transformou num objecto excessivo e artificial tão marcante que, como se sabe, não passou despercebido a Susan Sontag. Ao referir-se à «exaggerated he-man-ness» de Sansão, Sontag viu nele um exemplo acabado de camp.

sábado, 1 de maio de 2010

Victor Mature em «Sansão e Dalila»

Hoje continuo a comentar Sansão e Dalila, desta vez a paropósito de Victor Mature. No filme Sansão e Dalila; Cecil B. DeMille assumiu mostrar representações do corpo masculino. A imagem de Sansão como estereotipo dessa opção apresentava-se de forma incisiva, remetendo para os padrões de masculinidade da época e bebendo assumidamente em representações pictóricas anteriores do tema de Sansão, onde essa componente estava quase invariavelmente presente: Rembrandt, Rubens, Solomon e Doré. DeMille e a produção do filme resolveram evidenciar esse aspecto de tal forma que fosse ao encontro do gosto de um público vasto e mais jovem do pós guerra, e de tal forma que pudesse render bem. Victor Mature (1913-1999), de grande porte físico, destacou-se nesta vertente e salientou-se como actor principalmente após a 2.ª Guerra Mundial. Os papéis em Paixão dos Fortes, de John Ford, em 1946, e O Beijo da Morte, de Henry Hathaway, foram os seus trabalhos mais consagrados. Em 1949 foi contratado para o papel principal de Sansão e Dalila e, posteriormente, desempenhou papéis do género em vários filmes:  A Túnica, de Henry Koster, em 1953; Demétrius o Gladiador, de Delmer Daves, em 1954; O Egípcio, de Michael Curtiz, em 1954. Até ao aparecimento de Charlton Heston, Mature foi indubitavelmente a estrela dominante dos filmes épicos e bíblico que vigoravam em Hollywood.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Hedy Lamarr em Sansão e Dalila (1949), Cecil B. DeMille
Hedy Lamarr nasceu em Viena (1913) e morreu nos EUA ( 2000). Filha de judeus, foi também engenheira e naturalizou-se americana. Foi estrela da MGM até 1945 e, em 1949, representou Dalila na gigantesca produção da Paramount Pictures, Sansão e Dalila , sob direcção de Cecil B. DeMille.
Como muitas Dalilas antes dela, trata-se de uma recriação complexa e cuidada ( a direcção artística da Paramount era extremamente exigente, com direcção do alemão Hans Dreier; o guarda-roupa esteve a cargo da grande estilista norte-americana Edith Head, a soberba fotografia a cargo de George Barnes)
DeMille deixou testemunhos de que, embora baseando-se em representações pictóricas anteriores ( cita Rembrandt, Rubens, Solomon e Doré, entre outros), pretendia uma Dalila com um toque de Jean Simons, Lana Turner e Vivien Leigh, acabando por achar esses ingredientes numa estrela estrangeira, detentora de um toque europeu e conotada com o noir movie: Hedy Lamarr.
De Hedy Lamarr, disse George Sanders, que contracenou com ela em Sansão e Dalila:  "When she spoke, one did not listen, one just watched her mouth moving and marvelled at the exquisite shapes made by her lips." http://www.guardian.co.uk/film/2009/dec/22/hedy-lamarr-screen-legend   

Renee Fleming, C F Händel: Let the bright Seraphim


A Oratória Samson, de Georg Friedrich Haendel, estreou em Londres em 1743, com base num libretto de Hamilton, por sua vez baseado na obra de Milton Samson Agonistes. Uma das árias mais celebradas é Let the bright Seraphim, aqui interpretada por Renee Fleming.



Hoje regresso a Sansão e Dalila, de Cecil B. DeMille. Dalila é uma criação literária que penetrou na cultura ocidental como poucas, sofrendo todo o tipo de interpolações e alcançando uma fama extraordinária na cultura popular: muito antes de Cecil B. DeMille, o tempo e o imaginário construiram longamente a representação de Dalila, desde que a sua figura apareceu representada numa igreja românica em França. De Mantegna a Morone ou Rembrandt, Doré ou Solomon, tudo se lhe acrescentou. E não podemos esquecer as recriações extraordinárias que resultaram na oratória Sansão, de Haendel, ou na ópera Sansão e Dalila, de C. Saint-Saens. Deixo aqui algumas imagens e momentos musicais que espero que gostem...


Em cima, Sansão e Dalila, do virtuoso Andrea Mantegna( Vicenza, 1431-Mântua 1506), pintor do Veneto. Mantegna introduziu vários símbolos na pintura que não se encontram no relato bíblico: a videira, a fonte, o ramo cortado, que permitem o estabelecimento de ligações com outras passagens bíblicas.
Mais acima, Sansão e Dalila, do veronês Francesco Morone ( 1471-1529) - o autor foi mais fiel ao relato bíblico, e retirou à narrativa qualquer dramaticidade adicional. Dalila, tal como a paisagem, apresenta um semblante harmonioso.

sábado, 17 de abril de 2010


A narrativa bílica apresenta Sansão como um herói que venceu várias campanhas contra os filisteus ( Livro dos Juízes) e, como convém à genealogia heróica, nasceu de uma mulher em circunstâncias extraordinárias. Lembremos outras figuras bíblicas e a genealogia de muitos heróis ( Joseph Campbell, The Hero with a thousand faces). Neste caso, a mulher já não podia conceber e foi visitada pelo Anjo do Senhor, conferindo um carácter transcendental ao nascimento de Sansão, um verdadeiro super-herói, cujo poder vem de Deus e da natureza, apresentando características populares muito acentuadas, de que se destaca um carácter selvagem que se constrói sobre um fio da navalha e que será implacavelmente destruído pela mais letal das tecedeiras de fios e armadilhas: Dalila.
É esta trama que está na base de Samson and Delilah ( Cecil B. DeMille, 1949)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Como em relação a toda a obra de DeMille, o cuidado na encenação e cenografia são extremos, naquilo que era uma marca distinta da Paramount Pictures. Repare-se na composição quase pictórica do plano em que Sansão entra na tenda de Dalila, com dois planos distintos, um mais aproximado, outro mais recuado, criando aproximações e afastamentos. Trata-se de uma citação da pintura racional do renascimento, que DeMille estudou apaixonadamente...

São inesquecíveis as primeiras imagens e sons de Sansão e Dalila, filme que DeMille realizou em 1949: apresenta-se toda uma concepção de História que percorre as estéticas do sublime e do pitoresco...
A cena é dotada de uma força cinematográfica tão grande que não admira que Martin Scorsese tenha feito referência a este extraordinário início de filme...