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sábado, 23 de abril de 2016

sábado, 9 de abril de 2016

In the Wake of the zombie apocalipse...

In the wake of the zombie apocalipse… exploram-se possibilidades em torno da ideia do convívio com a paranoia e com as formas que se inventam para a contornar…  

O caos pode estar instalado, mas desde que a nossa área seja segura, ainda vamos curtir ao sol para a piscina do quintal.
No final dos tempos da psicose coletiva nazi, o mundo colapsava, mas no bunker dançava-se e fumava-se. Às vezes inventamos estranhas formas de afastar o sofrimento. Com o pretexto de criarmos empatia com os outros, até recriamos o sofrimento, o nosso e o dos outros. Fazemos isso na cultura, na arte, na literatura.

Enfim, gosto de algumas das estratégias de Fear the Walkind Dead, bem mais do que os da congénere The Walking Dead, precisamente porque o enfoque está na paranoia...



É uma paranóia que está contaminada por carros e telemóveis, e que nos mostra que há algo completamente compulsivo na forma como abordamos o mundo via tecnologia... e porque é que isto nos hipnotiza?








E, a propósito de zombies…  há um que é muito esperado, não é verdade? O que é que se vai passar em breve?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

domingo, 17 de janeiro de 2016

Quando vi os stormtroopers no início de TFA, lembrei-me logo do maior de todos os DESEMBARQUES... em Saving Private Ryan...



Na verdade, dentro do capacete está sempre alguém e, agora, tratava-se de tirar do anonimato as tropas de assalto, mais concretamente aquele terceiro stormtrooper (aqui num quase grande plano), um pouco mais baixo do que os outros, profundamente inquieto com a sua primeira batalha. A morte é certa, apesar daquele desembarque não ter qualquer significado para ele.
A sequência tem uma poderosa conotação cultural, na medida em que o desembarque de tropas está solidamente inscrito no imaginário e nos medos norte-americanos. Lembro-me de que Saving Private Ryan ou Apocalipse Now também se focaram neste momento crucial e intensamente dramático na História: os minutos antes de uma batalha em que jovens norte-americanos vão cair, digamos, que nem tordos. Em Apocalipse Now escolhe-se um diálogo mais leve para amenizar o medo, não obstante os vómitos e os enjoos... Em Spielberg, só os rostos interessam.
Mas também o mais recente Edge of Tomorrow, de Doug Liman, retomou o desespero do momento.
É por isso que este excerto de TFA me parece uma citação brilhante.




domingo, 27 de dezembro de 2015

THIS MUSIC IS AWESOME...






Do melhor que li nos últimos tempos... um artigo absolutamente estupendo.

Ambiguity in the sides of the Force - Analysing the music for «The Jedi Steps» in Star Wars: The Force Awakens, da autoria de Sergi Casanelles.

Ver aqui:

http://www.sergicasanelles.com/blog/?p=454 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

A FORÇA ESTÁ COM A MÚSICA...




Em «The Force Awakens», A força da música expressa-se no seu máximo nos temas associados à nova personagem Kylo Ren. É de facto um dos temas mais interessantes da partitura, pelas suas potencialidades de resolução futura...

Eis um artigo com um exercício curiosíssimo, que analisa os motivos musicais associados a Ren, mostrando aspetos da ambiguidade da personagem que ainda não estão resolvidos, nem musicalmente. Ninguém sabe no que é que o filho de Han e Leia se vai tornar, e essa ambiguidade shakespeareana faz dele um verdadeiro trágico...

https://www.youtube.com/watch?v=7t2u2xry7-A

A FORÇA ESTÁ COM A MÚSICA...



Boa tarde, neste final de dia de Natal...
Será que, tal como eu, fazem parte daquele grupo dos que já se questionaram um milhão de vezes sobre a força da música na saga Star Wars? Bem vindos ao clube..
Apanhei precisamente um artigo  sobre um tópico interessante sobre a autoria e edição que foi feita para a parte musical dos trailers de «The force Awakens», nomeadamente para o trailer 3, o último que apareceu...

Pois é. Para lá de Williams, há mesmo outros nomes a reter:  Frederick Lloyd, John Samuel Hanson , Josh Dunn e Brent Rockswold. 

Ora leiam o artigo..

http://www.slashfilm.com/star-wars-the-force-awakens-trailer-music/


sábado, 19 de dezembro de 2015

THE MAGICK IS BACK: A genealogia do episódio VII- The Force Awakens

Vale a pena ler mais informação sobre a genealogia de The Force Awakens.
Eis um artigo muito interessante na Première, em : http://www.premiere.fr/Cinema/News-Cinema/Star-Wars-lhistoire-de-lEpisode-7-1976-2015-0

Aí podemos ler:
«1976 : Sur le tournage du premier Star Wars en Tunisie, George Lucas plaisante avec Mark Hamill en lui disant qu'il pourrait faire trois trilogies Star Wars. Et que Mark pourra jouer dans l'Episode 9 en 2011. Ce qui suppose, logiquement, un Episode 7.»

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

THE MAGICK IS BACK...


Só mesmo uma grande estreia me faria voltar aqui, depois de algum tempo sem vir ao blogue. Mas, como fã furiosa da saga ( adoro Tie Fighters e X-Wings), cá estou eu para partilhar dois artigos interessantes sobre a recente estreia de The Force Awakens.  O artigo de João Lopes, publicado ontem, dia 17 de dezembro.

http://www.rtp.pt/cinemax/?t=Em-nome-de-George-Lucas.rtp&article=13234&visual=2&layout=35&tm=52

O de Peter Bradshaw no The Guardian, aqui:
http://www.theguardian.com/film/2015/dec/16/star-wars-the-force-awakens-review-a-spectacular-homecoming

O trailer final do filme é do melhor. Tivesse eu tempo, porque a partitura e o trailer mereciam uma análise só por si... e nem falo em relação ao filme, acerca do qual tenho a certeza que muito, mas muito se vai dizer. Infelizmente, não tenho tempo para mais, mas ficamos com o trailer.

https://www.youtube.com/watch?v=sGbxmsDFVnE

Só pergunto: será que vamos ter em Portugal as publicações da Marvel, Shattered Empire? Bem gostaria.

Até breve, amigos!

domingo, 2 de novembro de 2014

Ridley Scott e o argumento de Exodus Gods and Kings



Interesso-me há muito tempo pelo cinema de Ridley Scott, desde o aparecimento de o 8.º passageiro, ainda antes dos anos 80...

Fã absoluta de Prometheus, é surpreendente ver como este Exodus Gods and Kings vai aparecer entre dois Prometheus. Mais: o argumento está no âmago dos meus interesses, não fosse este o tema que mais trabalho me deu por alturas da escrita da tese. O livro do Êxodo é um manancial riquíssimo. Eis agora um primeiro depoimento de Scott sobre o assunto. Estou à espera de mais, claro.

sábado, 26 de abril de 2014

Notas sobre Os Pássaros, de Alfred Hitchcock




O filme Os Pássaros é sobre a criação de laços emocionais numa família, e os ataques sucessivos de pássaros representam projeções das emoções e conflitos  negativos e inconscientes entre as personagens do filme. 
Rob Ager descreveu na perfeição o assunto. 
Melanie, de personalidade descomprometida e superficial, querendo manter-se livre como um passarinho, interessa-se por Mitch. Vem da cidade para o mundinho rural de Bodega Bay para se aproximar de Mitch. Torna-se vítima de si própria  porque teme e não quer assumir um verdadeiro compromisso emocional, e porque vai enfrentar uma comunidade que a vai hostilizar e responsabilizar pelos males que se abatem sobre Bodega.
O primeiro ataque de um pássaro a Melanie resulta da emoção negativa (o ciúme) de Annie (ex-amante de Mitch) em relação a Melanie (ela pressente que Melanie lhe vai roubar Mitch). 
O segundo ataque, a gaivota morta à porta de Annie, reforça simbolicamente a emoção desta contra Melanie, ao perceber que se está a aprofundar a relação entre Mitch e Melanie. O terceiro ataque, primeiro ataque às crianças (primeiras vítimas das frustrações dos adultos), resulta da frustação concertada entre os sentimentos de Lydia, a mãe de Mitch (não suporta ficar só e não se quer ver privada do filho substituto do pai) e de Annie (que se sente a perder Mitch).
Na casa dos Brenner ocorrem os dois acontecimentos seguintes: a manifestação das lovebirds, indiciando a aproximação de Mitch e Melanie ( que Lydia não aceita) e o repentino ataque pela chaminé, evidenciando os ciúmes de Lydia.  
O sexto ataque (de uma gaivota a um vizinho, matando-o) mostra que a perda de Lydia se consumou, embora ela não o queira aceitar: a morte do marido e a tomada progressiva de consciência de que está só.  Nessa sequência, Lydia abre-se com Melanie e parece começar a aceitá-la melhor, enquanto Melanie e Mitch se aproximam ainda mais. O quinto ataque é o resultado da agressiva resposta emocional de Annie ao entender que perdeu Mitch em definitivo e o seu desespero despoleta a agressão. As gaivotas atacam impiedosamente as crianças, Melanie e a própria Annie à saída da escola.
O sétimo ataque é brutal, ocorre na vila, e Mitch e Melanie enfrentam depois uma comunidade de mulheres que culpam Melanie de todo o mal (tal como lhes roubou Mitch, ela pode roubar-lhes os homens), numa forte reação coletiva. O oitavo ataque leva à morte de Annie (suicídio por desespero?)
Finalmente, é na própria casa de Mitch ( gaiola) que as relações entre personagens se irão consumar e Melanie terá de enfrentar os seus próprios medos e expor-se à realidade do mundo exterior que se lhe oferece para lá da sua vivência de menina mimada da cidade. As aves irão simbolicamente atacar toda a casa, simbolizando o sofrimento que a vida real pode causar aos que se lhe entregam e se deixam comprometer. Melanie é atacada e é Mitch que a salva, agora com a conivência de Lydia, que também a ajuda. 
Construíram-se finalmente as bases de uma nova relação familiar e Melanie foi integrada. Lydia aceita que o filho construa a sua própria família e aceita Melanie. Mitch assume o seu duplo papel de substituto do pai e de parceiro de Melanie. 
Por isso, no final do filme, as aves já não atacam e a família sai da casa em paz.


domingo, 20 de abril de 2014

Um mundo com gente a mais...



                                                Imagens de Deep Impact, 2012 e Noah

Uma das questões que norteia o sub-plot de filmes como Deep Impact (Mimi Leeder, 1998), 2012
(Roland Emmerich, 2009) ou até o recente Noah ( Arronofsky, 2014, de que gostei muito por outros motivos sobre os quais me pronunciarei mais tarde) é o problema de um mundo que deixou de ser sustentável porque tem gente a mais que não pode ficar viva (não interessa nada manter viva).

Somos muitos ( e ainda por cima pobres, invejosos e maus) e alguns vão ter de ficar pelo caminho através de uma seleção. Já repararam certamente estamos perante uma espécie de Hunger Games com outros títulos e contornos. Só alguns é que vão poder sobreviver através da seleção dos que são considerados mais aptos e  importantes e, naturalmente, os mais fracos serão eliminados, como defendiam as doutrinas «científicas» do século XIX e boa parte do XX...
Ou seja, a cultura dominante Ocidental continua a alimentar os mesmos fantasmas eugénicos que inventou nos finais do século XVIII e a «educar» as massas na ideia de que alguns terão de ser exterminados para bem da humanidade.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A Arquitetura da Destruição (1989) - Peter Cohen




































Ao ver The Architecture of Doom, do sueco Peter Cohen, ( realizado nos anos 80), o que incomoda é a proximidade entre as ideias do nazismo e as falsidades idênticas que se propagam na nossa sociedade atual...
É assutador ver o terreno que falsos dogmas científicos ganham no nosso tempo ( os mais fracos não devem ser protegidos, as eugenias, as eutanásias, o triunfo das desigualdades...) e a sua proximidade com o horror nazi. A ciência pode triunfar no seu pior, e nem damos conta disso, tal é o grau de manipulação a que estamos submetidos...
É um documentário importantíssimo, não admira que nos EUA tivesse dificuldade em ser divulgado....










Está inteirinho on-line aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=Fnu_5zXsB7A

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O desejo de poder em Da Vinci's Demons e em Game of Thrones...



Entre Clarice Orsini (Lara Pulver), de Da Vinci's Demons e Cersei Lannister ( Lena Heady), de Game of Thrones, abundam semelhanças. Uma pertenceu à dinastia reinante dos Médicis em Florença ( foi real), a outra é um produto da imaginação de George RR Martin. Nada mais as move,  a não ser o desejo de poder. Conhecemos pessoas bem reais que são exatamente «movidas» pelo mesmo desejo.
Ficção? Não, na realidade são arquétipos bem mais deslumbrantes do que as inúmeras  «jararacas» ávidas de poder que povoam a nossa realidade quotidiana...

domingo, 13 de abril de 2014

Um prelúdio ao Holocausto...

O Ovo da Serpente (1977), I. Bergman


A rever O Ovo da Serpente (1977), de Bergman. Apesar das críticas, é um filme complexo e importante, com um tema que segue de forma muito pessoal anteriores reflexões de Fritz Lang sobre a mesma temática: a ascensão de um regime que nos deixou petrificados. A complementar o filme, a leitura obrigatória de alguns capítulos de European Nightmares: Horror Cinema in Europe Since 1945 , uma obra editada por [Patricia Allmer, David Huxley, Emily Brick. Aqui se faz uma interessante análise sobre as referências de Bergman para este filme.

domingo, 6 de abril de 2014

I love Biblical Movies...

Noah (2014) Darren Arronofsky

Mais uma achega para o que podemos esperar de Noah, desta vez no interessantíssimo blog Jesus Cristo en el Cine.
http://jesucristoenelcine.blogspot.pt/2014/04/noe-cine-biblico-20-por-que-pesar-de.html