terça-feira, 14 de setembro de 2010

DeMille e Spielberg


Encontros Imediatos do Terceiro Grau, Steven Spielberg ( 1977)

A percepção de que a magia devia ser a alma do cinema - proposição que Edgar Morin defendeu - tornou-se absolutamente central no último filme de DeMille. Tal como Griffith, DeMille acreditou no poder de ressurreição da História e dos mitos no cinema, e parte do seu cinema cumpriu-se nesse lugar da magia. A mise-en-scène do maravilhoso e do fantástico deve muito a Cecil B. DeMille.S. Spielberg herdou o toque de DeMille. Em Close Encounters of the Third Kind, Spielberg mostrou o que mais lhe interessava: o efeito da magia pura no ecrã. Se DeMille foi o primeiro a perceber claramente o poder dos efeitos visuais como essência do que lhe interessava mostrar em cinema, S. Spielberg foi um dos seus seguidores maiores. DeMille abriu caminho para G. Lucas e para Spielberg. Close Encounters... deve muito a Os Dez Mandamentos.

Sem comentários:

Enviar um comentário