Imagens de
Deep Impact, 2012 e
Noah
Uma das questões que norteia o sub-plot de filmes como
Deep Impact (Mimi Leeder, 1998),
2012
(Roland Emmerich, 2009) ou até o recente
Noah ( Arronofsky, 2014, de que gostei muito por outros motivos sobre os quais me pronunciarei mais tarde) é o problema de um mundo que deixou de ser sustentável porque tem gente a mais que não pode ficar viva (não interessa nada manter viva).
Somos muitos ( e ainda por cima pobres, invejosos e maus) e alguns vão ter de ficar pelo caminho através de uma seleção. Já repararam certamente estamos perante uma espécie de Hunger Games com outros títulos e contornos. Só alguns é que vão poder sobreviver através da seleção dos que são considerados mais aptos e importantes e, naturalmente, os mais fracos serão eliminados, como defendiam as doutrinas «científicas» do século XIX e boa parte do XX...
Ou seja, a cultura dominante Ocidental continua a alimentar os mesmos fantasmas eugénicos que inventou nos finais do século XVIII e a «educar» as massas na ideia de que alguns terão de ser exterminados para bem da humanidade.