sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Valquíria em Milão - 7 de Dezembro 2010

Die Walküre in Milan and in cinemas worldwide


Daniel Barenboim will conduct the season opener at the Teatro alla Scala on December 7th, a premiere of Guy Cassier's production of Die Walküre in continuation of the theater's cooperation with the German State Opera in Berlin. The cast includes Wagner greats like Waltraud Meier, Simon O'Neill, John Tomlinson and Nina Stemme. This year's opening night in Milan will be broadcast in cinemas throughout Europe, the United States, and Canada.

http://www.danielbarenboim.com/index.php?id=14&tx_ttnews[tt_news]=468&tx_ttnews[backPid]=10&cHash=146cacc2fa

A Valquíria, ilustração de Arthur Rachkam, início do século XX

Festival da Páscoa, Berlim, 2011

Um festival a que eu gostaria muito de assistir é o Festival da Páscoa de Berlim. Wagner vai estar em destaque na próxima Páscoa. Para quem puder ir...
Um dos títulos em destaque será precisamente A Valquiria, com a  Staatskapelle de Berlim e ...  Daniel Barenboim, alma do Festival alemão desde a sua fundação em 1996.
Os principais solistas serão:  René Pape, Simon ONeill e Iréne Theorin.

Quem quer ir a Berlim?

domingo, 5 de dezembro de 2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

Die Walküre: Winterstürme - Peter Hoffmann



Efeméride: no dia 29 de Novembro morreu Peter Hoffmann. Parece que ninguém ligou ao assunto...
Aqui fica a lembrança...Bayreuth 1976, gravado em 1980. Jeannine Altmeyer  como Sieglinde, Peter Hofmann como Siegmund. Direcção de Pierre Boulez, encenação de Patrice Chéreau.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

De Mille e a religião

 “Let the divine mind flow through your mind, and you will be happier. I have found the greatest power in the world in the power of prayer. There is no shadow of doubt of that. I speak from my own experience.”
                                                                 Cecil B.  DeMille

The Crusades (1935), Cecil B. De Mille
                                                              

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

LEITMOTIV I

Leitmotiv I

Termo alemão (pl. Leitmotive) da autoria de Hans von Wolzogen (1848‑1938) e que em português poderá traduzir‑se por “motivo condutor”. Utiliza‑se para fazer referência a todos aqueles motivos recorrentes que, no seio de uma narrativa, se encontram intimamente associados a determinadas personagens, objectos, situações ou conceitos abstractos.




Von Wolzogen, fundador e primeiro redactor‑chefe das Bayreuther Blätter, foi um dos críticos musicais responsáveis, a par de Bernhard Försters (1843-1889), pela emergência do culto wagneriano. O termo tem sido frequentemente empregue em substituição de um outro cunhado por Richard Wagner, o Grundtheme ou Grundmotiv (tema ou motivo‑chave), sobre o qual o compositor discorreu em Oper und Drama— documento datado de 1852, escrito em pleno exílio, e onde se esboçam as linhas orientadoras do seu projecto estético para a ópera alemã, nomeadamente no que se refere à concepção da obra de arte total (Gesamtkunstwerk). Esse ensaio antecede, portanto, um dos mais monumentais empreendimentos da história da música que foi o ciclo O Anel dos Nibelungos, cuja composição teria início dois anos depois com O Ouro do Reno e terminaria com O Crepúsculo dos Deuses em 1874.
http://www.edtl.com.pt/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=895&Itemid=2

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Wagner na Casa da Música, 2011

Bravo, Casa da Música!
Na apresentação da programação para 2011, o director artístico da Casa da Música, António Jorge Pacheco, destacou uma grande aposta, e que irá reforçar a projecção internacional da instituição: a apresentação, no fim-de-semana de 16 a 18 de Setembro, da "Ring Saga", a sequência das quatro óperas que constituem o "Anel do Nibelungo", de Richard Wagner - "O Ouro do Reno", "A Valquíria", "Siegfried" e "O Crepúsculo dos Deuses". Trata-se da versão realizada por Jonathan Dove e Graham Vick em Inglaterra, no início dos anos 1990, e que no Porto será interpretada pelo Remix Ensemble com vários solistas convidados. Depois da apresentação no Porto, esta "Ring Saga" será levada a outros palcos europeus, entre a França e o Luxemburgo.

http://www.publico.pt/Cultura/steve-reich-e-os-estados-unidos-na-casa-da-musica_1465137

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Os Dez Mandamentos

No início de Os Dez Mandamentos destaca-se um plano de expressão fortíssima, no uso do laranja e vermelho, no uso das diagonais, na irrealidade assumida da construção da imagem e no seu conteúdo claro: centenas de escravos puxam lentamente cordas presas a uma colossal estátua de um faraó. A escravidão de Israel é o tema de fundo do filme, e constituiu-se como matéria para um imaginário representado na arte europeia, deixando forte impressão em artistas da Catalunha no século XIV, dum mestre flamengo no século XV às ilustrações bíblicas dos reformistas protestantes [1], até ao século XIX onde, por exemplo, em Israel in Egypt, do pintor inglês Sir Edward Pointer (1836-1919), o tema foi representado com características estéticas e recriação de ambientes mais próximos dos que o próprio DeMille procurou reproduzir: somos imediatamente subjugados pela força de uma imagem que que o protagonismo é o das massas que estão sob o chicote. Nada mais é representado para destacar a força da visualidade.  

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Os Maestros de O Anel do Nibelungo em Bayreuth

Lista dos maestros que regeram O Anel sempre que foi apresentado em em Bayreuth, de 1876 a 2008:



1876 Hans Richter
1896 Felix Mottl, Hans Richter, Siegfried Wagner
1897 e 1899 Siegfried Wagner
1901 e 1902 Siegfried Wagner, Hans Richter
1904 Hans Richter, Franz Beidler
1906 Siegfried Wagner, Hans Richter
1908 Hans Richter
1909 Michael Balling
1911 e 1912 Michael Balling, Siegfried Wagner
1914 e 1925 Michael Balling
1927 Franz Von Hoesslin
1928 Franz Von Hoesslin, Siegfried Wagner
1930 e 1931 Karl Elmendorff
1933 Karl Elmendorff, Heinz Tietjen
1934 Karl Elmendorff, Heins Tietjen
1936 Wilhelm Furtwängler, Heinz Tietjen
1937 Wilhelm Furtwängler
1938 e 1939 Heinz Tietjen
1940 Franz Von Hoesslin
1941 Heinz Tietjen
1942 Karl Elmendorff

1951 Herbert Von Karajan, Hans Knappertsbusch
1952 Joseph Keilberth
1953 Joseph Keilberth, Clemens Krauß
1954 e 1955 Joseph Keilberth
1956 Joseph Keilberth, Hans Knappertsbusch
1957, 1958 e 1959 Hans Knappertsbusch
1961, 1962 e 1963 Rudolf Kempe
1964 Berislav Klobucar
1965 Karl Böhm
1966 Karl Böhm, Otmar Suitner
1967 Otmar Suitner
1968 e 1969 Lorin Maazel
1970, 1971, 1972, 1973, 1974 e 1975 Horst Stein
1976, 1977, 1978, 1979 e 1980 Pierre Boulez
1983 Georg Solti
1984, 1985 e 1986 Peter Schneider
1988, 1989, 1990, 1991 e 1992 Daniel Barenboim
1993, 1994, 1995, 1996 e 1997 James Levine
2000 Giuseppe Sinopoli
2001, 2002, 2003 e 2004 Adam Fischer
2006, 2007 e 2008 Christian Thielemann
2009 Christian Thielmann
http://marcosnardon.blogspot.com/search/label/Anel

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Ouro do Reno - Metropolitan - 2010

Das Rheingold, encenação de Robert Lepage, Met, 2010

Richard Wagner: Das Rheingold
Wotan: Bryn Terfel; Fricka: Stephanie Blythe; Freia: Wendy Bryn Harmer; Loge: Richard Croft; Erda: Patricia Bardon; Alberich: Eric Owens; Mime: Gerhard Siegel; Fafnir: Hans-Peter König; Fasolt: Franz-Josef Selig; Rhinemaidens: Lisette Oropesa; Jennifer Johnson; Tamara Mumford. Encenação de Robert Lepage. Metropolitan Opera Orchestra dirigida por James Levine.

Além dos comentários em blogues que sigo, e que tenho vindo a citar frequentemente, devo dizer que gostei bastante de seguir os artigos que sairam em revistas norte-americanas sobre esta produção, que vem juntar-se com marca forte à riquíssima história das produções de O Anel do Nibelungo.
Do New York Yimes:
http://artsbeat.blogs.nytimes.com/2010/10/01/the-gods-get-their-bridge-at-rheingold/

ou The Valhala Machine, outro artigo publicado no mesmo jornal, em:
http://www.nytimes.com/2010/09/19/arts/music/19ring.html

No The Washington Post:
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/10/10/AR2010101003449.html

Em:
http://wagneroperas.blogspot.com/

Em:
http://www.wagneropera.net/Articles/Metropolitan-Opera-Rheingold.htm

Sobre a imortal ópera de Richard Wagner, O Ouro do Reno, apetece-me citar Hölderlin:

Feliz unidade, o Ser, no sentido singular da palavra, está perdido para nós [...].

Dissociámo-nos da natureza, e aquilo que outrora [...] era Uno,
está agora em desacordo consigo,
e domínio e sujeição alternam entre os dois lados.
                                                                           Friedrích Hölderlin

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Werner Herzog e Richard Wagner


Outro interessantíssimo Ouro do Reno... a música serviu de pretexto a Werner Herzog para este Nosferatu impressionante, do ano de 1979.

As ilustrações de Joseph Hofmann

O Ouro do Reno, ilustração e cenografia de Joseph Hofmann(1831-1904) , 1.ª Cena, 1876, Wahfried House

domingo, 10 de outubro de 2010

Wagner e Visconti



Uma obra-prima de homenagem ao rei Bávaro, mas também a Richard Wagner. De Luchino Visconti: Ludwig (1972). Com Trevor Howard (Wagner), Silvana Mangano (Cosima), Mark Burns (Hans Von Bülow)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

DeMille segundo João Benárd da Costa

A propósito do Rei dos Reis, de Cecil B. de Mille: “Depois, havia milagres, cada um mais aparatoso do que o outro e com mais efeitos especiais. Lembro-me da cara de poucos amigos dos Apóstolos. Depois, só me lembro da Agonia no Horto, do beijo de Judas e do julgamento. A coroa de espinhos, a flagelação, o sangue, os ladrões. O ecrã ficava escuríssimo e milhares de figurantes acompanhavam a subida ao Calvário, e a morte na Cruz…Pouco depois, deram-me um livro (o livro da minha vida) sobre os museus alemães, Berlim, Dresden, Munique. Lá vi o Cristo na Cruz de Rubens, que está na Pinacoteca de Munique e em que o Corpo do Crucificado pende da Cruz tanto quanto nela se ergue, recortado contra um imenso escuro. Associei sempre essa reprodução à imagem final de H.B. arrier no filme de DeMille…se há cineasta rubenisiano ele é Cecil B. DeMille…é o mesmo sangue, ou melhor a mesma carne. Os temas de DeMille são os mesmos de Rubens; o mito, a história, a narureza, a alegoria, a fé”.      JBC, João Benard da Costa

Cecil B. DeMille nas filmagens

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fanáticos da Ópera: Der Fliegende Holländer – Ópera Paris, Bastille – 24 de Setembro 2010

Este artigo é muito interessante e faz uma divulgação crítica de O Navio Fantasma, na última temporada da ópera no teatro Bastille, em Paris. Sendo um site de wagnerianos, não podia deixar de lhes fazer referência!
Fanáticos da Ópera: Der Fliegende Holländer – Ópera Paris, Bastille – 24 de Setembro 2010

O Glamour de Gloria Swanson



Viram Gloria Swanson em Male and Female (1919), de Cecil B. DeMille? Não sabem o que perderam...
Foi a primeira mulher a filmar com um leão.

Brilhante.
Nos anos 20, com Swanson, DeMille lançou no ecrã um novo tipo de personagem feminina, provocante, que desafiou os códigos comportamentais dominantes da época.... Pouco depois surgiria nos EUA o célebre código Hays destinado a impor limites  de decência na produção artística.