terça-feira, 26 de outubro de 2010

Os Maestros de O Anel do Nibelungo em Bayreuth

Lista dos maestros que regeram O Anel sempre que foi apresentado em em Bayreuth, de 1876 a 2008:



1876 Hans Richter
1896 Felix Mottl, Hans Richter, Siegfried Wagner
1897 e 1899 Siegfried Wagner
1901 e 1902 Siegfried Wagner, Hans Richter
1904 Hans Richter, Franz Beidler
1906 Siegfried Wagner, Hans Richter
1908 Hans Richter
1909 Michael Balling
1911 e 1912 Michael Balling, Siegfried Wagner
1914 e 1925 Michael Balling
1927 Franz Von Hoesslin
1928 Franz Von Hoesslin, Siegfried Wagner
1930 e 1931 Karl Elmendorff
1933 Karl Elmendorff, Heinz Tietjen
1934 Karl Elmendorff, Heins Tietjen
1936 Wilhelm Furtwängler, Heinz Tietjen
1937 Wilhelm Furtwängler
1938 e 1939 Heinz Tietjen
1940 Franz Von Hoesslin
1941 Heinz Tietjen
1942 Karl Elmendorff

1951 Herbert Von Karajan, Hans Knappertsbusch
1952 Joseph Keilberth
1953 Joseph Keilberth, Clemens Krauß
1954 e 1955 Joseph Keilberth
1956 Joseph Keilberth, Hans Knappertsbusch
1957, 1958 e 1959 Hans Knappertsbusch
1961, 1962 e 1963 Rudolf Kempe
1964 Berislav Klobucar
1965 Karl Böhm
1966 Karl Böhm, Otmar Suitner
1967 Otmar Suitner
1968 e 1969 Lorin Maazel
1970, 1971, 1972, 1973, 1974 e 1975 Horst Stein
1976, 1977, 1978, 1979 e 1980 Pierre Boulez
1983 Georg Solti
1984, 1985 e 1986 Peter Schneider
1988, 1989, 1990, 1991 e 1992 Daniel Barenboim
1993, 1994, 1995, 1996 e 1997 James Levine
2000 Giuseppe Sinopoli
2001, 2002, 2003 e 2004 Adam Fischer
2006, 2007 e 2008 Christian Thielemann
2009 Christian Thielmann
http://marcosnardon.blogspot.com/search/label/Anel

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Ouro do Reno - Metropolitan - 2010

Das Rheingold, encenação de Robert Lepage, Met, 2010

Richard Wagner: Das Rheingold
Wotan: Bryn Terfel; Fricka: Stephanie Blythe; Freia: Wendy Bryn Harmer; Loge: Richard Croft; Erda: Patricia Bardon; Alberich: Eric Owens; Mime: Gerhard Siegel; Fafnir: Hans-Peter König; Fasolt: Franz-Josef Selig; Rhinemaidens: Lisette Oropesa; Jennifer Johnson; Tamara Mumford. Encenação de Robert Lepage. Metropolitan Opera Orchestra dirigida por James Levine.

Além dos comentários em blogues que sigo, e que tenho vindo a citar frequentemente, devo dizer que gostei bastante de seguir os artigos que sairam em revistas norte-americanas sobre esta produção, que vem juntar-se com marca forte à riquíssima história das produções de O Anel do Nibelungo.
Do New York Yimes:
http://artsbeat.blogs.nytimes.com/2010/10/01/the-gods-get-their-bridge-at-rheingold/

ou The Valhala Machine, outro artigo publicado no mesmo jornal, em:
http://www.nytimes.com/2010/09/19/arts/music/19ring.html

No The Washington Post:
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/10/10/AR2010101003449.html

Em:
http://wagneroperas.blogspot.com/

Em:
http://www.wagneropera.net/Articles/Metropolitan-Opera-Rheingold.htm

Sobre a imortal ópera de Richard Wagner, O Ouro do Reno, apetece-me citar Hölderlin:

Feliz unidade, o Ser, no sentido singular da palavra, está perdido para nós [...].

Dissociámo-nos da natureza, e aquilo que outrora [...] era Uno,
está agora em desacordo consigo,
e domínio e sujeição alternam entre os dois lados.
                                                                           Friedrích Hölderlin

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Werner Herzog e Richard Wagner


Outro interessantíssimo Ouro do Reno... a música serviu de pretexto a Werner Herzog para este Nosferatu impressionante, do ano de 1979.

As ilustrações de Joseph Hofmann

O Ouro do Reno, ilustração e cenografia de Joseph Hofmann(1831-1904) , 1.ª Cena, 1876, Wahfried House

domingo, 10 de outubro de 2010

Wagner e Visconti



Uma obra-prima de homenagem ao rei Bávaro, mas também a Richard Wagner. De Luchino Visconti: Ludwig (1972). Com Trevor Howard (Wagner), Silvana Mangano (Cosima), Mark Burns (Hans Von Bülow)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

DeMille segundo João Benárd da Costa

A propósito do Rei dos Reis, de Cecil B. de Mille: “Depois, havia milagres, cada um mais aparatoso do que o outro e com mais efeitos especiais. Lembro-me da cara de poucos amigos dos Apóstolos. Depois, só me lembro da Agonia no Horto, do beijo de Judas e do julgamento. A coroa de espinhos, a flagelação, o sangue, os ladrões. O ecrã ficava escuríssimo e milhares de figurantes acompanhavam a subida ao Calvário, e a morte na Cruz…Pouco depois, deram-me um livro (o livro da minha vida) sobre os museus alemães, Berlim, Dresden, Munique. Lá vi o Cristo na Cruz de Rubens, que está na Pinacoteca de Munique e em que o Corpo do Crucificado pende da Cruz tanto quanto nela se ergue, recortado contra um imenso escuro. Associei sempre essa reprodução à imagem final de H.B. arrier no filme de DeMille…se há cineasta rubenisiano ele é Cecil B. DeMille…é o mesmo sangue, ou melhor a mesma carne. Os temas de DeMille são os mesmos de Rubens; o mito, a história, a narureza, a alegoria, a fé”.      JBC, João Benard da Costa

Cecil B. DeMille nas filmagens

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fanáticos da Ópera: Der Fliegende Holländer – Ópera Paris, Bastille – 24 de Setembro 2010

Este artigo é muito interessante e faz uma divulgação crítica de O Navio Fantasma, na última temporada da ópera no teatro Bastille, em Paris. Sendo um site de wagnerianos, não podia deixar de lhes fazer referência!
Fanáticos da Ópera: Der Fliegende Holländer – Ópera Paris, Bastille – 24 de Setembro 2010

O Glamour de Gloria Swanson



Viram Gloria Swanson em Male and Female (1919), de Cecil B. DeMille? Não sabem o que perderam...
Foi a primeira mulher a filmar com um leão.

Brilhante.
Nos anos 20, com Swanson, DeMille lançou no ecrã um novo tipo de personagem feminina, provocante, que desafiou os códigos comportamentais dominantes da época.... Pouco depois surgiria nos EUA o célebre código Hays destinado a impor limites  de decência na produção artística.

sábado, 25 de setembro de 2010

Wagner em Leipzig

                          Placa dedicada a Richard Wagner em Leipzig, no lugar de nascimento.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

DeMille e Spielberg


Encontros Imediatos do Terceiro Grau, Steven Spielberg ( 1977)

A percepção de que a magia devia ser a alma do cinema - proposição que Edgar Morin defendeu - tornou-se absolutamente central no último filme de DeMille. Tal como Griffith, DeMille acreditou no poder de ressurreição da História e dos mitos no cinema, e parte do seu cinema cumpriu-se nesse lugar da magia. A mise-en-scène do maravilhoso e do fantástico deve muito a Cecil B. DeMille.S. Spielberg herdou o toque de DeMille. Em Close Encounters of the Third Kind, Spielberg mostrou o que mais lhe interessava: o efeito da magia pura no ecrã. Se DeMille foi o primeiro a perceber claramente o poder dos efeitos visuais como essência do que lhe interessava mostrar em cinema, S. Spielberg foi um dos seus seguidores maiores. DeMille abriu caminho para G. Lucas e para Spielberg. Close Encounters... deve muito a Os Dez Mandamentos.

sábado, 11 de setembro de 2010

A representação da História em Cecil B. DeMille

Cada cromograma de Cecil B. DeMille é uma obra-prima em matéria de recriação... aqui se encontram o príncipe Moisés ( DeMille aceitou os relatos de Filon e de Flávio Josephus, bem como as referências fornecidas por Freud em Moisés e o Monoteísmo) de que Moisés teria sido educado como um príncipe egípcio; vê-se Séti I ( Cedric Hardwick), envergando a Coroa do Alto e Baixo Egipto, e Ramsés II ( Yul Brynner), o jovem herdeiro de Séti I. O guarda roupa foi estudado ao pormenor ( Ver Henry Noerdlinger, Moses in Egypt, 1956). A fotografia é soberba.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Estreia em Bayreuth: A Capitulação, com libreto de R. Wagner

E esta, hem?
Vem direitinha da revista on line Wagnermania

«... Aunque Richard Wagner escribió 13 óperas a lo largo de su vida, dejó otros proyectos de ópera inacabados e, incluso, libretos completos de ópera a los que nunca llegó a poner música. En noviembre de 1870 el músico alemán escribióUna capitulación, con el subtítulo de Comedia al estilo antiguo, catalogada en el corpus wagneriano de obras con el WWV 102.
Parece que Wagner nunca pensó en realizar la composición musical, y tuvo en mente desde un principio a Hans Richter para tal labor. El director de orquesta austrohúngaro, que años después estrenaría El Anillo de Nibelungo en Bayreuth, escribió la música, si bien la composición ha desaparecido, por lo que es probable que Richter se deshiciera de ella.
Siglo y medio después, el joven Paul Leonard Schaeffer ha decidido componer de nuevo música para el libreto de Wagner, y el resultado pudo verse el pasado mes de agosto en Bayreuth, dentro del Festival de Jóvenes Artistas, gestionado al margen del famoso certamen que en la misma ciudad dirige la familia Wagner desde 1876. La dirección escénica de la función corrió a cargo de Georgios Kapoglou, profesor de la academia de música Hanns Eisler de Berlín, y la musical del director italiano Fausto Nardi.
Una capitulación fue escrita por Wagner durante la guerra franco-germana de 1870, y es una parodia de la cultura francesa que tiene como protagonista al escritor francés Víctor Hugo...»

http://www.wagnermania.com/noticias/noticias.asp?id=091001

domingo, 29 de agosto de 2010

A estética de Os Dez Mandamentos


Disse Benárd da Costa : «Argan disse das composições de Rubens o que se pode dizer das de De Mille :« Dinâmicas em espiral, feitas de oblíquas, curvas, órbitas, abismos abertos e massas concentradas em turbilhões. A cor formando torrentes impetuosas que regressam sem cessar (…) DeMille conseguiu, através de uma poética e de uma retórica, reencontrar os valores de Rubens, ele também apreendedor directo de outro momento similar da história das formas. E, talvez por isso, defendeu e revalorizou «imagens» ao serviço de uma dogmática, tentando provocar a piedade e o terror e vendo, como finalidade última delas, a capacidade de persuadir.» (in «Os Filmes da Minha Vida/Os Meus Filmes da Vida»)
Estou inteiramente de acordo.