domingo, 29 de agosto de 2010

O encenador Christoph Marthaler: Tristão e Isolda em Bayreuth, 2009

                            Tristão e Isolda, Bayreuth, 2009. ( a produção já é anterior)

As the prelude plays, we see circles of fluorescent light moving slowly in uncertain black space. Are we seeing flights of flying saucers, as in Close Encounters of the Third Kind?
É o início do artigo crítico publicado em Operatoday... vale a pena ler mais sobre estas produções modernaças...

Tristão: Robert Dean Smith; Isolda: Iréne Theorin; Marco: Robert Holl; Kurwenal: Jukka Rasilainen; Melot: Ralf Lukas; Brangäne: Michelle Breedt; Jovem marinheiro: Clemens Bieber; Pastor: Arnold Bezuyen;  Bayreuth Festival Chorus and Orchestra. Peter Schneider, direcção musical. Christoph Marthaler, encenação. Produção de Bayreuth, 2008, 2009.

http://www.operatoday.com/content/2010/08/tristan_und_iso.php

Sobre o encenador Christoph Marthaler, pode ler-se, por exemplo, um artigo interessante publicado no site do Festival d'Avignon 2010, em: http://www.festival-avignon.com/en/Artiste/38

terça-feira, 10 de agosto de 2010

LA RING ( Los Angeles RING) - A Valquíria



LA RING - A Valquíria
Direcção: James Conlon.
A produção parece ser polémica...
Vejam em: http://wagneropera.blogspot.com/

Wagner e Renoir

P.A. Renoir (1813-1883) - Retrato de Richard Wagner ( 1882)

Baudelaire e Richard Wagner

Nos anos 60 do século XIX, enquanto a maioria dos parisienses rejeitava as obras de Wagner, Baudelaire
escreveu um artigo intitulado “Richard Wagner et Tannhaüser à Paris”, no qual expressou sua admiração estética pelo compositor alemão, afirmando que «... nenhum músico sobressai como Wagner, ao pintar o espaço e a natureza materiais e espirituais. [...] Ele possui a arte de traduzir, por gradações subtis, tudo o que há de excessivo, de imenso, de ambicioso no homem espiritual e natural. Parece, às vezes, que ao escutar essa música ardente e despótica, encontramos as vertiginosas concepções do ópio pintadas no fundo das trevas, dilaceradas pelos devaneios».
Baudelaire foi dos poucos  na plateia que não vaiou a apresentação da ópera Tannhäuser em Paris, e achou que ela estimulava a imaginação, lançando a mente em um estado de sonho como o que conduzia à clarividência.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lohengrin. Bayreuth. 2010.

Lohengrin, Bayreuth, 2010


Em relação à esperada estreia de Lohengrin em Bayreuth 2010, um misto de palmas e assobios foi dispensado à proposta iconoclasta do alemão Hans Neuenfels, de 69 anos, que com o maestro da Letónia Andris Nelsons, 31 anos e actual director artístico da Orquestra Sinfónica de Birmingham, se estreava no palco de Bayreuth.
À frente do elenco de cantores de Lohengrin estava outro estreante no festival, Jonas Kaufmann, 41 anos, e uma vedeta do bel canto na Alemanha, cuja actuação, diz a AFP, teve uma recepção vibrante por parte da plateia, não chegando, contudo, para conquistar a unanimidade no final.
Esta encenação de Lohengrin – em que Hand Neuenfels colocou em palco vários personagens vestidos de ratos brancos correndo dentro de um laboratório asséptico – é a principal aposta do programa deste ano de Bayreuth.
Excerto da notícia que saiu no jornal Público
26.07.2010 - 16:53 Por Sérgio C. Andrade

domingo, 25 de julho de 2010

Wagner em Weimar

Weimar, Alemanha

Em 1849, Richard Wagner fugiu da Alemanha. A sua intervenção revolucionária nas barricadas de Dresden não correu bem e, antes de se exilar, Wagner viveu um curto período em Weimar, onde foi acolhido por Liszt.

sábado, 10 de julho de 2010

Cecil B. DeMille: The Ten Commandments - Trailer


O vídeo é um trailer original... incontornável, a obra-prima de Cecil B. DeMille e um dos melhores filmes da história do cinema. The Ten Commandments, 1956.

sábado, 3 de julho de 2010

Japão, 1957: Herbert Von Karajan dirigia Richard Wagner



Saão imagens raras. Herbert Von Karajan (1908-1989), que tem algumas das minhas interpretações wagnerianas favoritas, dirige, no Japão, «Os Mestres Cantores de Nuremberga», de Richard Wagner.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O «Parsifal» de Hans-Jürgen Sybeberg



Parsifal, Hans-Jürgen Syberberg, com: Martin Sperr, Karin Krick, Robert Lloyd, Michael Kutter, Armin Jordan, 1982, 255 min.


Obra hermética por excelência, adaptação de uma obra de R. Wagner, Parsifal assume-se como um filme-ensaio, nas palavras de Sybeberg. A máscara mortuária do compositor ''preside'' à recriação da ópera e o papel de Parsifal é confiado a dois actores, com a surpresa de um ser homem e outro mulher, dobrada pela mesma voz (voz do tenor Rainer Goldberg). Tudo é extraordinário na concepção do filme. Recriando para o cinema uma das mais proeminentes obras de Wagner , tal como em outros filmes seus, Hans-Jürgen Syberberg apropria-se dos mitos e fantasmas da demanda de uma idealizada identidade germânica, ligando o seu olhar sobre a cultura alemã e sobre a obra de Wagner à eterna busca do “Hitler que há em nós”.

terça-feira, 29 de junho de 2010

"Lohengrin" na Ópera de Estado da Baviera


Aqui está a produção do Lohengrin que deixou o público de Munique em suspense com a interpretação de Jonas Kaufmann, cantor em ascensão e que nasceu em Munique. Foi em Julho de 2009. A direcção era de Kent Nagano ( sempre muito bom!) e a encenação de Richard Jones... este ano Kaufmann vai fazer a sua estreia em Bayreuth...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cecil B. DeMille: Male and Female (1919), com Gloria Swanson


Male and Female(1919), com Thomas Meighan; Gloria Swanson e Bebe Daniels

The Affairs of Anatol (1921), Gloria Swanson, DeMille


O cinema encontrou a sua maturidade na era pós 1.ª Guerra Mundial. DeMille contribui para a nova arte de forma decisiva com comédias sofisticadas. Esse é o caso de The Affairs of Anatol (1921). Wallace Reid é Anatole Spencer, e Gloria Swanson é a sua sofisticada mulher, e o filme representa o cinema de Cecil B.DeMille na sua forma mais pura.

Cecil B. DeMille: The Plainsman

The Plainsman, com G. Cooper e Jean Arthur

http://www.youtube.com/watch?v=0J3e0s2V2hk&feature=related

Há já um tempo que não publico nada sobre DeMille. Os afazeres têm sido muitos, é mais fácil postar - desportivamente - notícias sobre Wagner, do que sobre DeMille, sobre o qual devo trabalhar mais a sério... mas aqui fica menos de um minuto precioso de The Plainsman (1937), com Gary Cooper, Jean Arthur, James Ellison, Charles Bickford, Helen Burgess. Imperdível, sobre o final da Guerra Civil Norte-Americana, os Cheyennes, Calamity Jane e Buffalo Bill...

Iulustração de O Navio Fantasma

Imagem do final trágico de O Navio Fantasma
Fonte: Jornal Ilustrado de Leipzig (Leipziger Illustrierte Zeitung) 3 Janeiro de 1843. Romantismo extremo expresso na morte de Senta...  Maravilhosas lendas dos Mares do Norte, aqui tratadas a partir de um texto de H. Heine.

domingo, 27 de junho de 2010

Wagner e Veneza II

Palazzo Vendramin - cerca de 1870

O Palazzo Vendramin - residência veneziana de Richard Wagner -  foi construido pelo clã Loredan e transmitido em sucessão aristocrática para o duque de Brunswick, o duque de Mântua, a família Calerghi, a família Grimani, a família Vendramin, a duquesa de Berri (mãe de Henrique V) e o duca della Grazia. Na sua residência veneziana Wagner ouvia os gondoleiros (que lhe inspiraram o lamento da flauta do pastor na abertura do 3.º acto de Tristão e Isolda) e, segundo as fontes, espalhou pelos seus aposentos veludos, tafetás, damascos e cetins, rodeando-se de todo o conforto.

Ver Jan Morris, Veneza, Tinta da China, 2009 ( edição original em 1974)