segunda-feira, 28 de junho de 2010

Iulustração de O Navio Fantasma

Imagem do final trágico de O Navio Fantasma
Fonte: Jornal Ilustrado de Leipzig (Leipziger Illustrierte Zeitung) 3 Janeiro de 1843. Romantismo extremo expresso na morte de Senta...  Maravilhosas lendas dos Mares do Norte, aqui tratadas a partir de um texto de H. Heine.

domingo, 27 de junho de 2010

Wagner e Veneza II

Palazzo Vendramin - cerca de 1870

O Palazzo Vendramin - residência veneziana de Richard Wagner -  foi construido pelo clã Loredan e transmitido em sucessão aristocrática para o duque de Brunswick, o duque de Mântua, a família Calerghi, a família Grimani, a família Vendramin, a duquesa de Berri (mãe de Henrique V) e o duca della Grazia. Na sua residência veneziana Wagner ouvia os gondoleiros (que lhe inspiraram o lamento da flauta do pastor na abertura do 3.º acto de Tristão e Isolda) e, segundo as fontes, espalhou pelos seus aposentos veludos, tafetás, damascos e cetins, rodeando-se de todo o conforto.

Ver Jan Morris, Veneza, Tinta da China, 2009 ( edição original em 1974)

O Anel do Nibelungo em L.Angeles, Junho 2010

O Ring em Los Angeles, Junho 2010

Direcção musical: James Conlon Encenação: Achim Freyer. Gurada-Roupa: Achim Freyer e Amanda Freyer. Dseign de Luz: Brian Gale e Achim Freyer
Ver artigo que saiu em: http://www.operatoday.com/content/2010/06/der_ring_des_ni.php

terça-feira, 22 de junho de 2010

´Wagner em Bayreuth

O túmulo de Richard Wagner, em Bayreuth

Wagner em Leipzig


                    Casa onde nasceu Richard Wagner, em 22 de Maio de 1813, em Leipzig.

Richard Wagner e Baudelaire


                                                             Richard Wagner em Paris


Charles Baudelaire (1821-1867) não era um músico, embora conhecesse Beethoven e Carl Maria von Weber. A ideia de  obra de arte total  ("Gesamtkunstwerk") mereceu a sua admiração.  Ainda antes de ouvir a música de Wagner, Baudelaire leu revistas e ensaios sobre o compositor alemão e, nos anos 60, escreveu o seu ensaio "Richard Wagner et Tannhäuser à Paris"(1861), e reagiu de forma apaixonada à música de Wagner:  "Music engulfs (possesses) me like the sea". No ensaio reconheceu não ser expecialista em música, mas rende-se a Wagner:
«Aucun musicien n'excelle, comme Wagner, à peindre l'espace et la profondeur, matériels et spirituels…Il possède l'art de traduire, par des gradations subtiles, tout ce qu'il y a d'excessif, d'immense, d'ambitieux, dans l'homme spirituel et naturel. Il semble parfois, en écoutant cette musique ardente et despotique, qu'on retrouve peintes sur le fond des ténèbres, déchiré par la rêverie, les vertigineuses conceptions de l'opium.»
Depois de ouvir três concertos de Wagner em Paris em 1860, escreveu ao compositor:"I had a feeling of pride and joy in understanding, in being possessed, in being overwhelmed, a truly sensual pleasure like that of rising in the air".
Os seus escritos contribuiram decisivamente para o desenvolvimento do wagnerismo nas décadas seguintes.

sábado, 12 de junho de 2010

Ilustradores da obra de Wagner

Brünhilde, ilustração de A, Rackham
Arthur Rackham ((Londres, 19 de setembro de 1867 – Surrey, 6 de setembro de 1939)  - ilustrador inglês

sábado, 5 de junho de 2010

Graham Vick sobre Wagner


O Crepúsculo dos Deuses, S. Carlos, 2009 e foto de Graham Vick

«Fujo dos padrões tradicionais da ópera? Tenho os meus. As pessoas sentem-se desconfortáveis, desafiadas, porque sou muito central no establishment mas ao mesmo tempo contra ele. Quero transcender a ideia de luxo e riqueza que cerca o nome ópera. A arte é prejudicada se for apenas usada como um símbolo de status» Graham Vick., entrevista ao jornal I.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Wagner e Londres

Wagner visitou Londres pela primeira vez em 1855, e as suas performances receberam críticas mistas. Numa delas ( Musical World) lia-se: « We hold that Richard Wagner is not a musician at all.»

Aubrey Beardsley, Isolde

Em 1873 fundou-se um ramo da Universal Wagner Society em Londres. Em 1877, Wagner voltou a Londres. Nos anos 90, o wagnerismo já era uma realidade cultural em Inglaterra. Lembremos Bernard Shaw ou Aubrey Beardsley.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Wagner e Riga




Entre 1837-39, Richard Wagner viveu em Riga.
O Teatro Richard Wagner  foi construido em 1817 por  Christopher Haberland, e recebeu nomes ilustres, como Clara Wieck-Schumann, Hector Berlioz e Anton Rubenstein. Entre 1837-39, Wagner foi director no teatro, e aqui começou a trabalhar em Rienzi. Em 1839, Wagner saiu de Riga e viajou para Londres. Nessa viagem iniciou a composição de O Navio Fantasma.

Imagens de Riga: Rua Richard Wagner e Teatro Richard Wagner

Wagner e Konigsberg

Königsberg, capital da Prússia ( actual Kaliningrad)

Em 1836, Wagner viveu em Konigsberg, onde se casou com Minna Planner.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Wagner e Magdeburg

Magdeburg

Em 1834 ofereceram a Wagner o cargo de regente no teatro de Magdeburgo. Durante a entrevista com o director do teatro, Wagner foi informado de que a sua primeira tarefa seria reger Don Giovanni no Domingo seguinte. Provavelmente não haveria tempo para nenhum ensaio.  Foi a sua estreia retumbante e marca o início da suas funções como director de orquestra.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

DeMille e Alma-Tadema

Sir Lawrence Alma-Tadema, The Finding of Moses, 1904

Sir Lawrence Alma-Tadema (nasceu em 1836, Dronrijp, Países Baixos; faleceu em 26 de junho de 1912, em Wiesbaden, na Alemanha; belga com cidadania inglesa) - Várias vezes citado como fonte explícita na obra de Cecil B. DeMille, Alma-Tadema é um caso singular quando nos referimos à representação do mundo antigo. Podemos ficar com uma ideia visual razoável da sua obra em: http://www.artrenewal.org/pages/artist.php?artistid=8

DeMille e Gustave Doré

Gustave Doré (1832-1883), A Praga da Escuridão

Duas referências wagnerianas: Goethe e Schiller

Goethe e Schiller, em Weimar

sábado, 29 de maio de 2010

DeMille: The Greatest Show on Earth

Embora não faça parte do corpus que estou a estudar, este é um dos meus filmes favoritos de Cecil B.DeMille. Nesta obra, o realizador mergulhou no universo circense e introduziu Charlton Heston como Brad Braden, emblemático proprietário dum grande circo ambulante. Cornel Wilde é o Grande Sebastian, um lendário trapezista que rivaliza com Braden pela conquista de Holly (Betty Hutton). Ao lado do trio protagonista contracena uma dupla mais sombria: o palhaço Butons (James Stewart), ex-médico procurado pelo assassinato da mulher, e Klau (Lyle Bettger), um domador de elefantes sádico. Entre a apreensão e euforia, os artistas erguem e reerguem o espectáculo em cada cidade, e a narrativa é esplêndida. O filme recebeu dois óscares, o de melhor argumento e, precisamente, o de melhor filme de 1952.

Wagner e Dresden

Em 2 de Dezembro de 1822 Wagner foi estudar para a Kreuzschule e cantou no Coro de St. Cruz. Aí foi seduzido pelo mundo da ópera. Mais tarde saiu de Dresden, e só voltou no início dos anos 40. Dresden encontra-se indissociavelmente ligada à personalidade de R. Wagner.

Wagner - Biografia


Diz Pacheco Pereira no seu blog ( Abrupto): « Já tinha anotado aqui este livro de Joachim Köhler/Stewart Spencer, Richard Wagner. The Last of the Titans, mas agora, que já o li , insisto porque vale mesmo a pena. A narração da vida de Wagner, entrelaçando os fios da sua permanente agitação interior, mulheres, leituras, ego, política, lugares, com o seu programa estético resulta num quadro que nos dá a respiração wagneriana quase sem fôlego. Vemos as cenas: Wagner, no seu palazzo veneziano, frio, húmido, quase sem dinheiro, sofrendo de um quisto numa perna, tendo acabado de romper com Mathilde Wesendock, lendo Schopenhauer e começando o Tristão e Isolda. Ou a morte de Wagner, que Köhler trata quase sem pormenores, nem drama, com Wagner contorcendo-se subitamente com falta de ar, perante uma aterrorizada criada e depois morrendo diante de Cosima, que o mandou enterrar na parte de trás da casa, onde já estavam enterrados os seus cães, “para o manter sempre debaixo dos seus olhos”.

domingo, 23 de maio de 2010

A «nazificação» de Richard Wagner e do Festival de Bayreuth

Hoje, Domingo, publico aqui um artigo interessantíssmo, de Mário Vieira de Carvalho, de 25/01/1985, que o colega Vítor Santos me enviou, e que é uma breve reflexão sobre o período de «nazificação» da obra de R. Wagner e do Festival de Bayreuth, na época em que o festival foi precisamente dirigido por Siegfried ( filho de Wagner) e Winifried. Obrigada, Vítor!
(Falta confirmar se a referência é tirada do Diário de Lisboa ou do Diário)

sábado, 22 de maio de 2010

DeMille e a História

Os Dez Mandamentos, Cecil B. DeMille, 1956

O olho de DeMille é o da perspectiva artificialis herdada do Renascimento e Barroco. É um olho que traz a carga de uma tradição cultural transportada para o cinema. Para o melhor e para o pior, a América foi a terra onde a real thing foi mais valorizada ( Umberto Eco). Reina a ideia de que pode dar-se a ver os pormenores do passado como nunca ninguém viu, mostrar o more real than reality... . No melhor dos casos, tal concepção mostrou-nos coisas que nunca poderíamos ver e algumas delas estão mesmo no cinema. No pior dos casos, somos presenteados com a maior das traquitanas kitsch em forma de cópia fiel e absoluta, e vendida como sendo mais realista do que a própria realidade, o que também não deixa de ser extraordinário . The real thing, onde «cowboys convivem com faráos e as deusas gregas com gangsters.» A América apresenta-se como a terra onde o iconismo absoluto vingou e se apresentou como uma realidade muito mais do que a outra. É a terra do simulacro e simulação. O cinema de Hollywood reflectiu isto e, deste ponto de vista, o cinema de DeMille foi uma extraordinária máquina de reproduzir e representar o passado (a partir de uma efectiva e comprovada consulta de fontes que o realizador nunca se cansou de sublinhar...) e foi ao encontro de pulsões  essenciais no modo único dos norte-americanos verem o mundo...