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domingo, 6 de abril de 2014

I love biblical movies...




Afinal Noah, de Arronofsky,  parece estar cheio de referências interessantes.
A crítica de Peter Bradshaw (The Guardian) a Noah mostra que são muitos os motivos para ver o filme... Até que enfim que leio uma crítica que recorre a argumentos com interesse (gosto muito de ler Bradshaw).

http://www.theguardian.com/film/2014/apr/03/noah-review-crowe-aronofsky-peter-bradshaw

Também aqui se pode ler, no artigo de Mark Kermode ( igualmente no The Guardian):
«While images of damned human flesh tumbling from mountaintops recall DeMille, and a shotfollowing a drop of rain nods towards the "tear of God" from Mel Gibson's The Passion of the ChristNoah has more in common with the traditions of sci-fi and fantasy than with the Ten Commandments....
Even the opening screed ("In the beginning there was nothing… ") seems less Genesis than George Lucas, with the action apparently taking place long ago, in a galaxy far, far away, upon landscapes that veer from Tatooine to Mordor via the forbidden zone of Beneath the Planet of the Apes, before ending up somewhere over the rainbow. Ominous scenes of blackened hordes descending upon Noah's wooden fortress call to mind the Orc attacks from The Lord of the Rings, while the floods themselves evoke the dystopian disaster of Waterworld...

http://www.theguardian.com/film/2014/apr/06/noah-review-preposterous-epic-russell-crowe

Imperdível, portanto...

Estou em pulgas por Quinta-feira....

segunda-feira, 17 de março de 2014

Os Filmes sobre Moisés

Mais um artigo interessante, embora mais antigo, sobre Moses in the Movies, 1999 , escrito por 


http://www.patheos.com/blogs/filmchat/1999/02/lights-camera-plagues-moses-in-the-movies.html

Spielberg foi um dos que queria filmar o Êxodo, e até há pouco tempo, dizia-se que seria ele a filmá-lo. Eis agora que o projeto se concretiza com Ridley Scott. Entre um ou o outro, excelente.
Aqui vemos Steven Spielberg, o produtor executivo Jeffrey Katzenberg e o produtor musical David Geffen de The Prince of Egypt, o primeiro filme sobre Moisés depois da versão de Cecil B. DeMille, em 1956. Houve outras versões, mas foram televisivas, com Lancaster e com Kinglsey.

http://www.patheos.com/blogs/filmchat/1999/02/lights-camera-plagues-moses-in-the-movies.html

Parece que vamos ver um Moísés super herói...

E não posso deixar de partilhar o artigo da Premiere francesa, de março 2014, consagrado ao filme de Ridley Scott. Regressa um tema que me interessa imenso.

O Êxodo segundo Ridley Scott


Em pulgas para ver no final do ano o Êxodo segundo Ridley Scott...


http://www.patheos.com/blogs/filmchat/2014/03/ridley-scott-to-explore-whether-moses-was-agnostic-etc.html

domingo, 16 de março de 2014

Visões fílmicas do episódio de A Transfiguração de Jesus

Nos filmes, o episódio da Transfiguração de Jesus tem estado na origens de composições bastante apelativas. Eis duas visões muito interessantes:

- Life and Passion of Jesus Christ (1905), da Pathe Company, versão pintada e muito ligada aos populares postaizinhos de fin-de-siècle;

- Jesus (1979), de John Krish e Peter Sykes, com Brian Deacon no papel de Jesus, numa visão que  remete Moisés e Elias para figurações absolutamente fantasmagóricas;



















Podemos aprofundar o assunto com um interessante artigo em:
http://www.patheos.com/blogs/filmchat/2013/03/could-moses-have-a-cameo-in-the-next-bible-episode.html






sábado, 15 de março de 2014

«Prometheus», de Ridley Scott e a essência do Capitalismo...





No genial filme «Prometheus» de Scott, diz a certa altura a arqueóloga (uma Noomi Rapace excecional) para o mercenário pago para a defender no planeta dos misteriosos «engenheiros»:
-Isto é uma expedição científica. Não queremos aqui armas…

Espantosa, a confusão entre liberdade científica/ de escolha e capitalismo. Ela é uma crente, a denominada cientista boazinha que acredita que a ciência é uma coisa abstrata que paira acima de quem a paga… e não quer ali armas, porque está acima disso, está a fazer algo em prol da humanidade. Acredita nisso, e está a pô-lo em prática.

Na verdade, início deste filme é uma lição brilhante sobre a essência brutal do capitalismo. O fantasma do pensamento de Adam Smith e a sua deusa da iniciativa privada ( Charlize Theron, a ricaça Meredith Vickers) erguem-se em todo o seu esplendor quando Vickers  revela aos honestos cientistas Elisabeth e Charlie que se ela pagou aquilo tudo, é ela que define a agenda da expedição. Eles não passam de funcionários, só têm de lhe obedecer. Se queriam a agenda deles, tivessem pago…

A lógica é infalível. Ouço-a diariamente na boca do Medina Carreira e do idiota do Camilo Lourenço. (é claro que a Charlize é mais bonita e convincente…) Quem nos paga o salário é que manda. Nós temos de obedecer.
Esta é a verdadeira face da liberdade de escolha no capitalismo.
Quem paga, manda e escolhe.
Quando é que começamos a desmontar esta lógica fascista?

domingo, 22 de setembro de 2013

A Ilusão da ascensão social em BLUE JASMINE ( 2013), de Woody Allen



Fui ver Blue Jasmine. Numa nota rápida, um filme duro sobre a grande ilusão da ascensão social e, claro, sobre a culpa  daqueles que transgridem uma determinada ordem moral. Atualizando a anti-heroína Blanche, de A Streetcar named Desire ( Tenessee Williams), W. Allen mostra que é exímio no storytelling, como sempre. Lembro-me, é claro, de Vigaristas de Bairro, filme em que o tema da ascensão social já aparecia, mas, citando o crítico da Vanity Fair, é bom ver Woddy Allen sair do seu bairro dourado de «eleitos» em Nova Iorque e estilhaçar a loiça toda com esta socialite que dá pelo nome de Jasmine (née Jeanette), interpretada de forma brilhante por Cate Blanchett. Com Jasmine, Allen regressa à tragédia de forma magistral. O filme é o final de uma história que, depois, nos é dada em flashback. Numa sociedade em que a ascensão não se constrói sobre a inocência, Jasmine saiu do nada e atingiu o topo. Perguntamo-nos até que ponto chegou o pacto que Jasmine fez com o diabo da fama e da riqueza. Completamente aristotélico, Allen dá-nos chaves para irmos percebendo a culpa trágica de Jasmine: aparentemente Jasmine não quer saber da ética e da moral para nada, mas também parece ignorar deliberadamente os «negócios» do marido para viver no seu planeta dourado em Nova Iorque. Perguntamo-nos: mas ela sabe ou não sabe das corrupções, das negociatas, das manobras mafiosas, dos jogos sujos?... Sabe, é o que Allen nos vai dizendo. Primeiro, porque arrastou a irmã e o cunhado (que queriam investir honestamente o dinheiro  numa empresa) para a estratosfera dos negócios de risco do marido, e Jasmine é a instigadora do processo. Depois porque, traída pelas várias amantes de Hal (que ela teima em ignorar), Jasmine só reclama vingança quando a coisa da vergonha se torna pública. O divórcio não a satisfaz, a  vigança materializa-se num telefonema para o FBI que leva rapidamente Hal à prisão e à morte. Jasmine sabe muito bem para quem devia telefonar para se vingar de Hal. Jasmine sabe das fraudes, sabe dos crimes, logo, foi cúmplice de tudo e, portanto, foi parcialmente culpada. Arrastada para a desgraça da falência até à loucura, nada a pode redimir. O encontro com o diplomata adia-lhe uma vez mais as ilusões de poder, mas a aparição operática do ex-cunhado fornece a estocada final para um desenlace brutal.
É interessante ver Allen aflorar a demência da cultura e sociedade atuais, desde a composição do retrato do gangster da banca e dos  «negócios» tóxicos ( Hal Francis interpretado por um Alec Baldwin perfeito para o papel) ao mundo horribilis da ambição e futilidade de um pretendente (Peter Sarsgaard no papel de Dwight Westlake) ao universo dos trepadores das modernas magistraturas políticas ( lideres partidários, diplomatas, políticos em ascensão e outros animais afins...). No fim, não resta nada, o real que fica é a loucura e a demência de Jasmine... um murro. Soberbo.
Fico à espera do próximo filme de Allen...

Fica o link para o artigo de crítica na Vanity Fair...http://www.vanityfair.com/online/daily/2013/07/movie-review-blue-jasmine-woody-allen